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segunda-feira, 5 de abril de 2010

História da Cigana Carmelita


Dizem que, por volta de 1200, na Espanha, todos os que não pertenciam ao Catolicismo eram perseguidos pela Igreja e tratados como ‘hereges’.

Foi nesse cenário que um acampamento de ciganos foi dizimado, restando apenas uma mulher e seu filho pequeno.
Na fuga, acabam chegando ao litoral de uma praia deserta e são recolhidos por piratas que ali acampavam.

Ao embarcarem, a mulher falece, vítima de cólera, e a criança passa a ser criada pelos piratas.

O menino tornou-se homem e, consequentemente, assimilou o modo de vida dos piratas.

Muitas batalhas para garantir a sobrevivência, uma delas relatada em livros.
Certa vez, desembarcaram na mesma praia em que o menino fora achado.

A Igreja, então, trocava favores com os piratas e o rapaz pode livremente chegar à vila, onde conheceu inúmeras mulheres lindas.

Perto da vila, havia um acampamento cigano, que só entrava na vila em dia marcado, para apresentação de seus serviços artesanais, musicais e teatrais.

O jovem pirata foi ao acampamento e contou sua história, sendo muito bem recebido por todos.

Naquela semana, sempre que podia, o jovem ia ao acampamento, simplesmente para ver a bela cigana, de nome Carmelita.
Pelas guloseimas que a moça lhe ofertava secretamente, o rapaz sabia que era correspondido, porém sabia que era um amor impossível.

Quando chegou o momento do rapaz parir para novas aventuras no mar, implorou que Carmelita o seguisse.
A jovem, desesperada de amor, queria partir com o pirata, porém sofria por pensar em abandonar a família, principalmente, por estar comprometida.

A moça, então, solicitou um sinal aos céus.
No dia marcado para a fuga, Carmelita, ainda de madrugada, correu à praia.
Levava um bolo feito com mel.

Chegando próximo à praia, percebeu que nuvens escuras esconderam o brilho da lua, tornando-se difícil caminhar em terreno tão acidentado.
Mesmo assim, a jovem continuou seus passos, até que prendeu o pé numa fenda de pedras e ali ficou, chorando desesperada, vendo o navio dos piratas partir.

Já distante da praia, o pirata, que nascera cigano, também chorava, tentando enxergar algo no litoral, até que o brilho da lua retorna e o rapaz pode ver a bela jovem presa nas pedras.

Sem raciocinar, o rapaz mergulha para salva-la, pois a maré enchia e logo cobriria todo o local onde estava presa a bela jovem.

Nesse ínterim, aflitos, os pais de Carmelita procuravam pela jovem, até que a encontraram e a salvaram.
Quase desfalecida, tremendo de frio, Carmelita ainda olha para trás e pode ver seu bolo boiando nas águas escuras.

Ao chegar ao local, o rapaz só encontra o lenço que cobria o bolo e, chorando muito, retorna ao navio, acreditando que a bela jovem morrera afogada.
Por isso, nunca mais retornou àquela praia. Mas guardou o lenço até o dia de sua partida desse mundo.

Carmelita casou, teve filhos, mas nunca se esqueceu do que vivera naquela praia.
Por isso, até mesmo idosa, todos os anos ofertava um bolo ao mar, para pedir proteção para o homem cigano, que era pirata, e a quem amara ardentemente, e para celebrar a eternidade do amor, que permaneceu em seu coração.

Fonte: Umbandaestudo
Sou uma rosa, sou um perfume, sou a mais bela de qualquer jardim, ouço lamentos, ouço queixumes, não há mulher que não venha até mim. Sei seduzir, me deixo seguir, a palavra dificil para mim não existe, de preto e vermelho, ou sem me vestir, homem algum a mim me resiste. Bebo champanhe, fumo cigarro, digo mil coisas sem nunca falar, sei ler na mão, jogo o baralho, a mim só me engana quem eu deixar. Se alguém precise e me queira encontrar, siga o perfume em noite de luar, diga meu nome sem se enganar, sou Pombagira, a rua é meu lar. Autor: Paulo Lourenço

POMBAGIRA SETE SAIAS DO CABARÉ

POMBAGIRA SETE SAIAS DO CABARÉ
SALVE SETE SAIAS DO CABARÉ!
DONA SETE SAIAS, É MOJUBÁ!