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sábado, 22 de maio de 2010

Ebó para abertura de caminho IV

Ebó nada tem de negativo e não é mandinga, coisa ruim, feitiço... Muito pelo contrário. O ebó serve para que as energias negativas sejam revertidas em positivas. Portanto, ruim é o que o ebó tira.
Esse ritual é feito diretamente para Exu, o mais humano de todos os Orixás, errôneamente confundido com o diabo cristão.

No Candomblé, o alimento tem um papel fundamental na prática dos rituais. Ao contrário do que as pessoas pensam e, confesso, que eu mesma pensava antes de conhecer, o sacrifício animal todo tem fundamento.

Se alguém algum dia pensou em cultos satânicos por causa do sacrifício animal como é pregado por religiões antigas e novas que existem, tire isso da cabeça. Embora, como explicado em textos anteriores, eu não saiba de tudo, não possa falar jamais sobre os fundamentos secretos da religião por respeito e porque não me é permitido, digo que de satânico não tem nada. O Candomblé é uma das religiões mais puras que já tive a honra de pesquisar, estudar e aprender um pouco, dia após dia.

Todas as comidas de Santo, por exemplo, que são feitas dentro do barracão, podem ser comidas por nós. E, posso garantir, as comidas são deliciosas.

Expliacação dada na Wikipédia:

"Nada mais é do que uma limpeza espiritual, como alguns dizem é uma limpeza da aura, de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se para os alimentos a energia maléfica que esta na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás.

Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinado pelo jogo de búzios."


Fonte: http://rycegbe.vilabol.uol.com.br/oferendas.jpg

Ebó de Ogum para abertura de caminho ( Doburu para Ogum)

Material:

1 alguidar grande

1 pacote de milho de pipoca

1 vidro médio de azeite de dendê

1 vidro de mel de abelhas

21 moedas corrente ( lavadas e secas)

1 cerveja branca ( sem ter ido a geladeira )

3 velas branca


Modo de preparo: Estoura-se a pipoca no azeite de dendê sem que a pipoca queime, deixe esfriar e coloque no alguidar, regando-se com mais azeite de dendê, passar as moedas simbolicamente pelo corpo fazendo seus pedidos a Ogum e coloque as moedas sobre a pipoca, derrame mel por cima e acenda as velas ao redor, abra a cerveja e derrame em volta fazendo-se um círculo, no sentido horário, saude Ogum e faça seus pedidos junto com uma oração. Este ebó deve ser feito em beira de estrada, entrada de matas ou no centro de uma encruzilhada de terra. Fazer em lua crescente ou cheia.



Ebó de Ogum para quebra de demanda, abertura de caminho, afastar inimigos

Material:

1 inhame do norte cozido somente em água, sem casca

1 vidro pequeno de dendê

7 moedas corrente (lavas e secas)

1 garrafa de cerveja

7 velas branca


Modo de preparo:

Amassar o inhame com um pouco de azeite de dendê, fazer 7 bolas, em cada bola espete uma moeda.

Percorrer 7 encruzilhadas, ao chegar na encruzilhada peça liçença e dirija-se a centro, derramando um pouco de cerveja saudando Ogum, passe uma das bolas simbolicamente pelo corpo, de baixo para cima, fazendo seus pedidos, ponha a bola no chão, acenda uma vela , e faça novamente seus pedidos,de 7 passos para trás e não olhe mais para a entrega, faça o mesmo procedimento nas outras 6 encruzilhadas. Faça seus pedidos com fé.

Esta entrega tem que ser feita em encruzilhada de cruz, onde duas ruas se cruzam, em lua nova, deixe um banho de levante pronto, para quando voltar.Lave as roupas com sal grosso. Antes de sair de casa acenda uma vela para seu anjo de guarda com um copo de água com açúcar ao lado, pedindo proteção para fazer seu trabalho.
Sou uma rosa, sou um perfume, sou a mais bela de qualquer jardim, ouço lamentos, ouço queixumes, não há mulher que não venha até mim. Sei seduzir, me deixo seguir, a palavra dificil para mim não existe, de preto e vermelho, ou sem me vestir, homem algum a mim me resiste. Bebo champanhe, fumo cigarro, digo mil coisas sem nunca falar, sei ler na mão, jogo o baralho, a mim só me engana quem eu deixar. Se alguém precise e me queira encontrar, siga o perfume em noite de luar, diga meu nome sem se enganar, sou Pombagira, a rua é meu lar. Autor: Paulo Lourenço

POMBAGIRA SETE SAIAS DO CABARÉ

POMBAGIRA SETE SAIAS DO CABARÉ
SALVE SETE SAIAS DO CABARÉ!
DONA SETE SAIAS, É MOJUBÁ!